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Presunção de Razoabilidade

💡 Resumo: Este princípio orienta que o calculista deve partir do pressuposto de que o magistrado decidiu de forma razoável e lógica, evitando interpretações literais que levem a resultados absurdos ou excessivos.

O Que é este Princípio?

A presunção de razoabilidade estabelece que a sentença não produz, em regra, conteúdos teratológicos (monstruosidades jurídicas ou aberrações processuais).

Pontos Chave:

  • Interpretação Lógica: Não se deve aplicar cegamente uma leitura literal se ela conduzir a um resultado ilógico.
  • Boa-fé e Utilidade: Presume-se que a decisão visa algo útil e está em conformidade com o que foi postulado.
  • Correção de Equívocos: Palavras ou frases mal colocadas devem ser compreendidas como meros lapsos se destoarem do conjunto da decisão.


O Artigo 322, § 2º do CPC estabelece que a interpretação do pedido (e por extensão, da decisão que o acolhe) considerará o conjunto da postulação e observará o princípio da boa-fé.

Lembre-se

Se uma interpretação literal do texto levar a um valor que parece um erro de digitação (ex: 1000% de adicional em vez de 100%), o calculista deve ser cauteloso e buscar a harmonia com o restante do processo.


Última atualização: 09/02/2026